Na Águas do Douro e Paiva, os Representantes dos Trabalhadores do Observatório de Segurança têm a missão de transmitir as questões e as sugestões dos colaboradores aos Representantes da Administração. O Fábio Neves e o Eurico Silva estão na AdDP, há 22 e 25 anos, respetivamente, como técnicos de manutenção, e asseguram que os procedimentos estabelecidos, na área da saúde e da segurança dos trabalhadores, são cumpridos.
CEA: O que vos motivou a quererem ser Representantes dos Trabalhadores?
Fábio Neves: A motivação principal foi, sem dúvida, o incentivo dos meus colegas. O que me levou a ficar é, no fundo, contribuir para que os trabalhadores sejam ouvidos, no que concerne à segurança, e que esta seja a ponte facilitadora da informação e da aplicação de algumas medidas, se assim for o caso, entre o trabalhador e a empresa.
Eurico Silva: Inicialmente, a amizade pelos membros do departamento de Sustentabilidade Empresarial e depois o gosto pela segurança no trabalho.
CEA: Consideram que a organização tem dado resposta às sugestões do Observatório de Segurança?
Fábio Neves: Sim, integra sempre o que é proposto. Considero que mesmo no que já é bom, há margem para melhorar ainda mais. Neste campo, a empresa, quando temos algo a sugerir, implementa até mais do que aquilo que é pedido e do que é conversado nas reuniões semestrais.
Eurico Silva: Sim, em todos aspetos. Por exemplo, quando é necessário, o médico de Medicina do Trabalho vem aos locais assegurar o acompanhamento aos colaboradores.
CEA: Estando quase no final do mandato, que balanço fazem deste percurso?
Fábio Neves: É positivo. Tem-se reduzido bastante o número de acidentes e a sua gravidade. Além disso, temos contribuído para que a resiliência da segurança das pessoas seja maior e melhor.
Eurico Silva: Foi muito positivo, calmo e pacífico. É sinal que o departamento de Sustentabilidade Empresarial está a desempenhar bem a sua função e que os colaboradores estão a respeitar as regras.
CEA: Que mensagem gostaria de deixar aos seus colegas sobre a importância de participarem numa construção de uma cultura de segurança mais sólida?
Fábio Neves: Cada um deve fazer sempre a sua análise de risco, não se deixando levar pela rotina, e devem alertar os colegas quando observarem um comportamento menos seguro. Além da segurança no trabalho, devem levar estes valores para a vida. Se alguém quiser seguir este caminho e pertencer ao Observatório de Segurança, dê o primeiro passo. Eu e o Eurico fizemos bem o nosso trabalho e agora há certamente alguém que queira fazer algo mais. Venham para fazer melhor.
Eurico Silva: Uma forte cultura de segurança é sinal de uma vida mais segura, portanto continuem assim: participativos. Para além deste apelo, peço que não tenham receio de pertencer ao Observatório de Segurança. É um trabalho pacífico que se baseia em ouvir os outros e transmitir aos Representantes da Administração, enquanto damos as nossas próprias ideias num espaço seguro. Ao pertencer ao Observatório de Segurança, ainda se tem mais uma vantagem: saber do que é decidido antes dos outros.
Testemunho
Vítor Manuel Simões Dias
Vice-Presidente Executivo
“A segurança é um pilar essencial da nossa atividade, por isso, a existência de um Observatório de Segurança com representantes dos trabalhadores eleitos pelos seus colegas tem um valor acrescido.
Nas matérias da Segurança, estes trazem a voz das equipas, o conhecimento direto do terreno e a perceção real dos riscos e desafios do quotidiano. A sua participação garante uma abordagem responsável, alinhada com as necessidades dos trabalhadores e com os compromissos da organização, reforçando a cultura de prevenção e a confiança de que a segurança é, e continuará a ser, um esforço partilhado.
Agradeço aos representantes da AdDP, Fábio Neves e Eurico Silva, pelo seu empenho, a dedicação e o contributo que têm dado para tornar a nossa empresa cada vez mais segura para todos.”
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