Empresa > Qualidade, Ambiente e Segurança
A água doce existe dispersa pela natureza, mas raramente apresenta as exigências de potabilidade necessárias ao consumo e muito menos nos grandes volumes que os sistemas urbanos exigem. Por essa razão se desenvolveram os sistemas de captação da água em grande escala, articulados com um tratamento para a tornar potável e um dispositivo para a sua posterior distribuição. Trata-se de um processo complexo, um desafio a que a empresa Águas do Douro e Paiva responde plenamente.
Podemos dizer, em última instância, que a empresa Águas do Douro e Paiva foi criada para produzir qualidade, na medida em que lhe foi cometido como objecto social a produção de um bem destinado ao consumo humano, a água potável, a partir da transformação de água de superfície de um dos principais rios peninsulares.
A AdDP dispõe de laboratórios de processo nos sectores de produção que realizam operações de controlo e funcionam em acção contínua.
Para operacionalizar a verificação da qualidade da água, a empresa estabeleceu, desde o início de funcionamento, um sistema de monitorização ao longo do processo de produção, bem como na rede de abastecimento, em diversos pontos, quando a água já segue preparada para o consumo público.
A empresa Águas do Douro e Paiva procurou, porém, ir mais longe e adquirir o nível de excelência na sua actividade, assumindo-se como exemplar. Decidiu para isso implementar um Sistema de Gestão Integrado para a Qualidade, Ambiente e Segurança (SGI), o que implicou um período de normalização de procedimentos face a padrões estabelecidos internacionalmente, no sentido de atingir objectivos de eficiência económica, sensibilidade ambiental e consciência social.
Começou por elaborar diagnósticos, resolver problemas e implementar processos de acordo com as normas internacionais NP EN ISO9001, NP EN ISO 14001, e NP 4397 (OHSAS 18001), de forma a vir a assegurar a certificação do sistema dentro do Sistema Português de Qualidade. A aplicação destas normas visa adoptar procedimentos nas várias áreas de acção, não só na qualidade da água produzida mas também nas outras dimensões da sua actividade, assumindo-se como motor de desenvolvimento económico, social e ambiental, procurando optimizar a relação com os seus parceiros (accionistas, clientes e fornecedores), comunidade em geral e colaboradores.
A natureza “integrada” desse sistema de gestão é uma mais-valia para a empresa que a distingue já como uma referência no sector da água. Atingir esse objectivo implicou um esforço colectivo para a implementação de práticas de operação e de trabalho segundo padrões elevados a todos os níveis do sistema e para a mobilização de todos os colaboradores no sentido de interiorizarem um “espírito de melhoria contínua”.
Em 2003, a empresa obteve a certificação pela APCER - Associação Portuguesa de Certificação do SGI – Sistema de Gestão Integrada da Qualidade, Ambiente e Segurança, de acordo com os referenciais internacionais acima citados. A entrega dos certificados ocorreu numa cerimónia realizada a 21 de Outubro desse ano, perante o então ministro da tutela, Amílcar Theias, por ocasião da conclusão dos trabalhos da conduta adutora entre os complexos de Lagoa e Jovim. Nesta altura, a Águas do Douro e Paiva, S.A., era a única empresa do sector em Portugal certificada nas três normas de uma forma integrada.
A partir de 2003, passou a ser publicado um Relatório de Ambiente e Segurança, no qual se passa a dar conta do esforços da empresa na redução do impacte ambiental da sua actividade e na prevenção dos riscos para a segurança dos trabalhadores, entre outros aspectos afins.
Em 2006 foi, pela primeira vez, elaborado, certificado, aprovado e publicado o Relatório de Sustentabilidade relativo ao ano de 2005, documento de primordial importância para o reforço da confiança dos stakeholders na gestão da empresa.
Concretizado o objectivo da certificação de qualidade na sua versão integrada, a empresa procura agora atingir novos patamares de qualidade, através de um modelo de gestão que assegure o conceito de Qualidade Total. Estas novas referências obrigarão a empresa a reestruturar-se e a criar novas ferramentas de operação ainda mais exigentes, como, por exemplo, o sistema único e integrado de informação, permanentemente actualizado, para auxiliar a tomada de decisão em tempo cada vez mais oportuno.











