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Esquema simplificado das principais entradas e saídas na actividade da AdDP




Como qualquer outra empresa, decorrem da actividade da AdDP aspectos ambientais, com maior ou menor impacto, que são identificados e regularmente monitorizados. Os aspectos com impacto mais significativo são relacionados com esses impactos na tabela seguinte:



1. Captação de Água

Para responder às necessidades dos Clientes, a empresa necessita de captar água do meio ambiente. Em 2007, o volume total de água captado foi de 107.807 milhões de m3, do qual 93,5% corresponde a água do rio Douro.

Note-se que também aqui, e à semelhança do que se registou no volume total de água distribuída houve uma redução em relação ao ano anterior.


Indicador de Sustentabilidade - Volume de água captada




A AdDP capta água exclusivamente a partir de 5 origens superciais: Rio Douro, Paiva, Ferreira, Ferro e Vizela. Em 2008, o volume total de água captado foi cerca de 104 milhões de m³, dos quais cerca de 93% correspondem a água captada no Rio Douro. O volume total de água captada tem vindo a decrescer, acompanhando a tendência de decréscimo do volume de água distribuída aos Clientes. 



(1) Caudal módulo (caudal médio) considerado foi obtido da seguinte forma:
Rio Douro - Adoptou-se o caudal módulo indicado no Plano de Bacia Hidrográfica do Rio Douro, 2001 (INAG) para a Foz do rio Douro.
Rio Paiva - Conforme Estudo Prévio da Barragem para Captação no Rio Paiva, 2000, (Hidrorumo – Projecto e Gestão, SA).
Rio Ferro/Rio Vizela e Rio Ferreira – Conforme o estudo - Complexo dos rios Vizela/Ferro e Ferreira. Estudos hidrológicos, 2002 (Hidrorumo - Projecto e Gestão, S.A)



Relação entre Caudal Captado e Caudal Módulo




Para uma maior segurança do abastecimento, nos últimos anos a AdDP tem apostado na interligação entre os sistemas com diferentes origens.

Em termos de licenciamento das captações de água, a AdDP apresentou os pedidos de licença para todas as captações, no entanto, o processo encontra-se, ainda, em fase de apreciação pela autoridade responsável.


2 - Consumo de Energia
A principal fonte de energia utilizada pela AdDP é a energia eléctrica, associada maioritariamente ao tratamento, elevação e distribuição de água.

Consumo de Energia eléctrica



Do total de energia eléctrica, cerca de 85% é consumida nas instalações da ETA de Lever e Estações Elevatórias de Lever Jusante, Lever Montante, Jovim e Ponte da Bateira, as quais são consideradas consumidoras intensivas de energia segundo o Decreto-Lei 71/2008.
Estas instalações foram alvo de auditorias energéticas, tendo-se obtido a aprovação dos respectivos Planos Quinquenais de Racionalização dos Consumos de Energia em Janeiro de 2009.

Distribuição do consumo de energia eléctrica


 

Têm-se verificado alterações do regime de exploração (sendo a mais significativa o reforço de elevação água associado, por um lado, ao aumento de consumos de Municípios situados a cotas mais altas e, por outro, à diminuição de consumos dos Municípios situados a cotas mais baixas) que, inevitavelmente, se traduzem em consumos adicionais de energia por metro cúbico de água distribuída. O aumento foi, no entanto, atenuado por medidas de eficiência energética dos equipamentos e de redução da energia reactiva. 
Deste modo, em 2008 a eficiência energética das Estações Elevatórias manteve-se em 0,36 kWh/m³/100m, inferior ao valor de referência
do IRAR, que é de 0,40 kWh/m³/100m.



Indicador de Sustentabilidade - Consumo de Energia Eléctrica por Volume de Água Distribuída




Relacionando a quantidade de energia eléctrica consumida com a quantidade de água distribuída, é possível observar um ligeiro aumento da energia consumida para a distribuição da mesma quantidade de água, entre 2003 e 2006, o que se relacionou com alterações no regime de exploração (complementos de tratamento e o reforço do abastecimento a cotas mais altas). Este aumento foi, no entanto, travado em 2007, em que se conseguiu manter o valor do ano anterior.


Para a produção da energia eléctrica consumida pela AdDP foi necessário ao seu fornecedor de electricidade recorrer a combustíveis primários. Neste consumo de energia indirecta pode ser constatada a diminuição na utilização de fuelóleo como fonte de energia primária.


Os combustíveis utilizados pelas viaturas da frota constituem uma outra parte da energia consumida pela empresa. O consumo daquela energia, que ascendeu em 2007 a 5001 gigajoules, sofreu um crescimento moderado entre 2003 e 2006 devido a um aumento do número médio de viaturas decorrente de necessidades operacionais.


 

Consumo de Combustível na frota



Com muito menor relevância, foi também consumido combustível em geradores de emergência que servem para produção de electricidade quando se verificam falhas no fornecimento de energia eléctrica e em outro tipo de veículos (empilhador, grua e barco). Este consumo de combustível representou, no ano que aqui se reporta, um consumo energético de apenas 96 gigajoules.


3 - Produção de Resíduos


O resíduo produzido em maior quantidade corresponde a lamas de clarificação de água, as quais corresponderam, em 2008, a 92% da quantidade total de resíduos recolhidos na empresa. Desta quantidade, 91 % corresponderam a lamas recolhidas da ETA de Lever.


Quantidade de Resíduos produzidos


 

A diminuição da quantidade de resíduos produzida é essencialmente devida a uma diminuição na produção de lamas de clarificação na ETA de Lever, e que vem ocorrendo desde 2004. Esta redução justifica-se, principalmente, por uma alterações na gestão das águas de origem ocorridas nos últimos anos. 
Com a entrada em funcionamento em 2007 da ligação dos poços aluvionares à Estação de Tratamento, esta redução contribuição superficial face à de profundidade foi ainda maior, pelo que se voltou a verificar uma redução na quantidade de lama produzida nesta instalação. Outro factor importante para a menor produção de lamas é o facto de não se terem registado, durante estes últimos 3 anos, grandes problemas de turvação no rio Douro.


 

Indicador de Sustentabilidade - Destino final dos resíduos



Desde 2007, a AdDP tem vindo a colaborar com a Lipor Serviço Intermunicipalizado de Gestão de Resíduos do Grande Porto, na campanha “Produzir Menos 100 kg de Resíduos”, no âmbito do projecto internacional da estratégia da União Europeia para a prevenção na produção de resíduos, participando em acções de sensibilização para o consumo da água da rede pública, como forma de redução dos resíduos de embalagens de plástico. 


4 - Efluentes líquidos

Na actividade da AdDP os únicos efluentes produzidos são águas residuais do tipo doméstico nas instalações que dispõem de cozinha e/ou instalações sanitárias.

As águas residuais provenientes dos edifícios da Sede, ETA de Lever e ETA de Castelo de Paiva, e que englobam a maioria dos colaboradores, são descarregadas na rede pública de saneamento, enquanto que as águas residuais das restantes instalações são armazenadas em fossas sépticas, devidamente licenciadas, cujo conteúdo é encaminhado para ETAR. Desta forma, a AdDP não efectua qualquer descarga directa de efluentes em meio hídrico.

5 - Água não facturada

A água não facturada é determinada pela diferença entre a água entrada no sistema e a água facturada aos Clientes.

O aumento do indicador de percentagem de água não facturada, ocorrido entre 200 e 2008, deveu-se a uma combinação dos seguintes factores: perdas no sistema de distribuição devido à deterioração da conduta adutora Jovim - Nova Sintra e do reservatório de Jovim e, em grande parte, da entreda em pleno funcionamento da etapa de pré-tratamento da ETA de Lever.

Apesar deste aumento, o valor registado mantém-se bastante baixo, quando comparado com o que é habitual em sistemas de adução de água. Refira-se que o IRAR recomenda, para empresas de abastecimento em alta, aquele indicador, que inclui, para além das perdas reais, os consumos autorizados não facturados (por exemplo: consumos próprios), seja mantido abaixo dos 5%.

Indicador de Sustentabilidade - Água Não Facturada




6 - Consumo próprio de Água


Nas instalações da AdDP, a água consumida localmente é captada e tratada pela própria empresa sendo que apenas na Sede esta água é adquirida a uma entidade gestora em baixa, a Águas do Porto.
Os consumos próprios englobam a água utilizada nos sanitários, nas cozinhas, na rega, e na lavagem das infra-estruturas, e, à excepção dos da Sede, são considerados consumos autorizados não facturadas; ou seja, são contabilizados no indicador Água não Facturada. 

De forma a possibilitar a quantificação destes consumos, foram colocados contadores em várias instalações da empresa, sendo o seu registo iniciado em meados de 2007. Durante 2008, o valor total registado foi 12.008 m³, o que corresponde a 0,5% da quantidade de água não facturada.
 

7 - Emissões Gasosas


Na actividade da AdDP, as emissões gasosas directas estão limitadas às associadas ao consumo de combustível utilizado nos veículos e nos geradores de emergência e às das hottes dos laboratórios de análises de águas, enquanto as emissões gasosas indirectas estão associadas à geração da electricidade consumida (1).

Emissões de CO2




A AdDP procedeu à identificação e quantificação das substâncias que empobrecem a camada do ozono em todos os seus equipamentos de refrigeração (frigoríficos das cozinhas e dos laboratórios e aparelhos de ar condicionado). Nesse levantamento, foi possível verificar que todos os equipamentos possuem gás que, de acordo com a legislação, não é obrigatória a sua imediata substituição. A empresa definiu ainda procedimentos tendo em vista o controlo da compra de novos equipamentos para que, em substituições futuras, e nos gases em que se justifique, estas venham a ser realizadas por entidade devidamente licenciada para o efeito.


8 - Produtos consumidos no tratamento da água


As matérias-primas adquiridas pela empresa reduzem-se aos produtos aplicados nos processos de tratamento de água. A quantidade total adquirida destes produtos ascendeu, em 2008, a 2.754 toneladas, valor cerca de 12% inferior ao que se tinha registado no ano anterior.

Quantidade total de produtos utilizados no tratamento de água



Dos vários produtos utilizados, o de maior consumo é de sulfato de alumínio, que é usado como coagulante em 3 das 4 ETA da AdDP. Este é também o reagente que tem sofrido maiores descréscimos de consumo pelas razões acima expostas.

Quantidade total de produtos utilizados no tratamento de água




9 - Biodiversidade

Em termos de valorização da biodiversidade, a AdDP teve, em 2008, uma intervenção especialmente relevante. A área envolvente da ETA de Lever e do Centro de Educação Ambiental é constituída por uma mata com uma apreciável variedade vegetal e onde podem ser vistas algumas espécies animais e vegetais raras. Tendo como objectivo a prevenção contra incêndios e a recuperação biofísica do espaço, valorizando-a no sentido da estimulação da biodiversidade e do acolhimento humano controlado, propiciando acções de educação ambiental e de recreio na natureza/turismo ambiental, esta mata foi alvo de um estudo de requalificação ecológica e paisagística, desenvolvido pela CIBO - Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos, da Faculdade de Ciências da Univresidade do Porto.  

No seguimento do estudo realizado, foi adjudicada uma empreitada para execução de um circuito de caminhos de aproximadamente 1 Km, que ligam toda a área, de forma a tornar a envolvente acessível a visitantes e a meios de prevenção e combate a fogos florestais. O bosque foi ainda enriquecido com a plantação de alguns exemplares de Arbutus unedo (Medronheiro), Ilex aquifolium (Azevinho), Quercus robur (Carvalho roble) e Quercus suber (Sobreiro). Os caminhos foram executados em saibro de modo a permitir a permeabilidade do terreno e não alterando o habitat natural, de acordo com as indicações da CCDR-N, e durante a execução da empreitada tomaram-se todas as preocupações de modo a preservar o espaço envolvente e as espécies protegidas e de grande porte.

A AdDP não possui nehuma instalação em zonas de Parque Nacional, Parque Natural ou reserva Natural. Contudo, existem duas infra-estruturas da empresa que se localizam em Sítios da Rede Natura 2000: a captação da Ponte da Bateira (Sítio: Rio Paiva) e o reservatório de Provizende e adutora associada (Sítio: Serra da Freita e Arrada).
No primeiro caso, a construção do açude na zona de captação no rio Paiva foi anterior à definição da Rede Natura. De qualquer forma, a empresa procurou minimizar o impacto daquela infra-estrutura através da instalação de uma escada de peixes que permitisse a passagem de jusante para montante. Para o reservatório de Provizende e conduta associada foram introduzidas, logo na fase de projecto, medidas de mitigação que permitiram obter parecer favorável do Instituto de Conservação da Natureza (ICN).

No futuro, a conduta adutora Ramalde - Portela de Rans, que ligará o subsistema de Lever ao subsistema do Vale do Sousa, irá atravessar o Sítio Rede Natura de Valongo. Esta conduta encontra-se em fase de projecto de execução, que prevê várias medidas mitigadoras de forma a minimizar os impactes na fase de execução da obra e durante o período de vida da conduta.  

10 - Impacto Paisagístico


A AdDP não possui qualquer instalação em zonas de Paisagem Protegida. Contudo, dada a localização de algumas instalações em zonas particularmente sensíveis, a AdDP considerou importante implementar medidas de minimização do impacto paisagístico em várias das suas instalações. Destaca-se assim, quer a ETA de Lever que incluiu a colocação de painéis de xisto nas fachadas, quer a captação da Ponte da Bateira cuja estação elevatória, por analogia com os moinhos da região, foi também revestida com xisto.


11 - Ocorrências Ambientais

Não ocorreram em 2008 quaisquer acidentes que causassem dano significativo no ambiente.

Em 2008, verificou-se a ocorrência de um incêndio na sala dos quadros gerais de baixa tensão da Estação de Cloragem de Jovim, o qual teve como causa raiz a degradação do isolamento de um dos cabos de alimentação. Este incêndio rpovocou a paragem da instalação e a consequente falha no doseamento de cloro a Lever-Norte, durante cerca de 13 horas e 30 minutos.

De realçar que a intervenção atempada das Direcções Operacionais, e a sua articulação com os Bombeiros Voluntários de Gondomar e GNR de Gondomar, permitiu evitar que se verificasse qualquer impacto na qualidade da água ou interrupção ou restrição no abastecimento aos clientes da AdDP. No que respeita a danos pessoais, salienta-se a inexistência de quaisquer lesões nos colaboradores que apoiaram intervenção e restabelecimento do funcionamento da instalação.
 

Em 2008, fori aplicada uma coima à AdDP, no valor de € 3.500, por caducidade da licença de rejeição de águas residuais na, entretando já desactivada, ETAR da Estação de Tartamento de Água de Castelo de Paiva. A situação remonta a 2005, e refere-se ao facto da AdDP ter soliciatdo a renovação da licença à entidade competente, antes da mesma ter caducado, falhando por alguns dias o prazo estabelecido. Foi ainda aplicada um coima no valor de € 1.500 por incumprimentos dos limites de qualidade do efluente de descarga da ETAR da ETA de Lever. DE referir que os incumprimentos se deveram a um problema de concepção da ETAR, e que os mesmos, bem como as acções tomadas para os resolver , foram sempre comunicados à Direcção Regional do Ambiente (DRA), sem que esta entidade alguma vez se tivesse manifestado. Não conseguindo a AdDP resolver o problema, decidiu-se pela ligação ao saneamento público, tendo a obra de ligção ficado concluída em 2006.